sábado, 16 de julho de 2011

Ciúmes: normal quando há motivos para tê-lo

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É engraçado como algumas coisas acontecem: simplesmente não fiz nada para diversas pessoas e simplesmente elas preferem me evitar só por prazer de tentar desestabilizar tudo. Pelo menos é assim que eu vejo, afinal, por mais implicante que eu seja, quando alguém novato se aproxima sempre dou uma chance para que este se apresente e tente fazer uma melhor imagem. Sempre fui assim. Nunca me fechei a alguém desta maneira. Além desta implicância sem fundamento também vejo outra coisa acontecendo, mas que já estou, de certa maneira, acostumado: uma pessoa extra que surge na história e muda um pouco o fluxo das águas.

O primeiro ponto que toquei é uma “reclamação” antiga, uma observação que surgiu desde o início do meu relacionamento, mas que já estava sendo resolvida de uma maneira respeitosa: eu não me meto com a vida de vocês e vocês não se metem com a minha. Fluía mais ou menos assim. Ou pelo menos eu achava que fluía assim até que voltei a perceber que minha imagem continua devastada e que ainda há uma preferência por uma outra pessoa e aí começa o segundo ponto.

Que eu sou ciumento não é novidade. Costumo dizer que sou um ciumento liberal. Não sou daqueles de querer controlar horários, lugares, amizades e tudo mais. Acho que isso é totalmente fail e desnecessário. Não vejo função, não vejo algo importante quando isso acontece, que é a confiança no parceiro. E isso, graças a Deus, eu tenho. Confio nele e creio que ele confia em mim também. Então a questão do ciúme também era controlada. Não tinham gatilhos para detonação de uma crise. Tudo seguia bem.

De uns tempos pra cá algumas coisas começaram a acontecer e isso começou a me incomodar um pouco. Não nasci ontem e, além disso, minha “bola de cristal” adora me passar informações a este respeito. Tudo começou há algumas semanas quando tive um sonho com uma pessoa que eu nem conhecia. Estranho, bastante estranho, só que essa pessoa começou a marcar presença nos meus sonhos e na minha vida. E aí fiquei com aquela questão na minha cabeça: há motivos para eu me preocupar ou posso deixar tudo do jeito que está sem problemas?

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Conversei com o meu namorado a respeito disso e ele falou que eu não precisava ficar preocupado com isso. Que a tal pessoa era só amiga dele e que tudo estava normal como antes, mas no fundo não sentia isso. Eu continuava tendo os sonhos, comecei a ter sensações mais fortes e nada, nem o Rivotril, nem o Seroquel, nem o Toptil, conseguiam me fazer pensar em alguma outra coisa, me desfocar destes pensamentos estranhos que só aumentavam a cada dia que passava. Bastante tenso!

Voltei a conversar com o meu namorado a respeito desse assunto e ele me passou segurança. Me mostrou que talvez eu estivesse “sofrendo” sem necessidade alguma. Eu acreditei e acredito nas palavras dele, mas alguma coisa dentro de mim continuava falando para eu ficar antenado nesta outra pessoa. E essa mesma coisa que me falava para ficar atento dizia que era para eu não sentir raiva, mas apenas observar tudo e que tudo ia se desvendar com o tempo. Isso, óbvio, me gerava uma ansiedade imensa, me deixava totalmente sem controle.

Pois bem, na semana da minha viagem a Porto Alegre, bem no dia da viagem, fizemos quatro meses juntos e saímos para comemorar no dia anterior, afinal não teria como comemorar no dia, infelizmente. Foi uma comemoraçãozinha simples, nada de espetacular, mas valeu a pena. Foi bom estar com ele durante aquelas horas, andar pelo shopping, assistir a um filme que ele queria, quase congelar dentro do cinema, lanchar juntos e tudo mais. Nada tenho a reclamar deste dia. O problema só retornou quando cheguei em casa. Comecei a sentir uma sensação estranha, um aperto no peito, uma tonteira, sentia o meu rosto queimar e tudo mais. Minha pulsação passou da casa dos 100. Achei que tudo fosse por causa da viagem, ansiedade e tal. Fiquei com esses sintomas ainda mais elevados quando ele me mandou uma mensagem dizendo que estava com uma sensação estranha. Isso me desmoronou um pouco. Comecei a ficar com medo, a ter uma sensação de vazio, de perda. Confesso que por um momento achei que quando voltasse de viagem meu namoro estaria terminando e que iríamos apenas oficializar o fim.

Ah sim, esqueci de dizer que tive uma série de pesadelos também nos dias anteriores a viagem e durante também. Foram sonhos nada agradáveis que me deixaram bastante mal, coisas que não quero ficar relembrando para não ficar triste de novo.

Mas enfim, voltando ao que estava falando, eu em Porto Alegre e ele aqui no Rio. Minha crise, vamos chamar assim, só aumentava. Cada dia por lá eu me sentia pior. Era meio desesperador. Vontade de chorar, me sentia mal, meu rosto queimava, ficava tonto, via tudo escurecendo na minha frente, minha pulsação disparava e nada, como já disse, me fazia voltar ao normal. E isso só me deixava pior. Eu queria poder curtir a minha viagem. Queria poder me divertir por lá, queria fotografar tudo e não tinha vontade, não tinha ânimo algum para nada. Era uma aflição enorme que me consumia dia e noite, tudo aparentemente sem explicação. E o que eu poderia fazer? Nada! E como melhorar fazendo nada? Não sei.

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Os piores dias para mim foram domingo e segunda. Eles pareciam que nunca iam terminar. Dias intermináveis, longos, dolorosos e tudo mais e eu não queria atrapalhar a viagem dos meus pais e tentava fingir, tentava demonstrar que tudo estava bem. Não era justo bem no dia do aniversário de casamento deles eu entrar em uma crise, parar com tudo e ficar trancado no hotel. Eles planejaram essa viagem para comemorar a data em família e eu tinha que ser forte para encarar tudo isso, mas que foi tenso e complicado… ah foi.

Na segunda minha angústia era tanta que acabei remarcando meu voo para quarta-feira de manhã. Queria voltar para casa, onde ia me sentir mais seguro, onde ia poder me encontrar com ele, onde ia poder conversar e tudo mais o quanto antes. Não estava aguentando mais ficar lá longe sem saber o que estava acontecendo, sem saber o que ia acontecer, sem saber o que estava acontecendo comigo, dentro de mim. Pode parecer besteira, mas me sinto mais seguro aqui em casa, no meu quarto, com as minhas coisas. É um jeito que eu tenho, que eu gosto e que me faz muitíssimo bem.

De volta ao Rio, tudo foi quase tranquilo no retorno (não vou contar como foi o retorno por não ter necessidade. Depois, quem quiser, me pergunte que eu digo), fiquei aqui esperando a hora dele chegar para me ver. Estava ainda bastante ansioso, mas pelo menos agora eu sabia o motivo: queria matar a saudade que estava sentido e queria conversar com ele para tirar essas coisas ruins da minha cabeça com relação a esta outra pessoa. Achava que só desta maneira tudo ia melhorar para mim e que as coisas iam voltar a rota.

Quando ele chegou aqui desabei de felicidade. Me senti tão mais seguro, tão mais feliz, mesmo com a minha voz falhando em alguns momentos numa mistura de felicidade, ansiedade e outros sentimentos bons e ruins. Tudo que eu queria naquele momento era ficar abraçado com ele e esquecer do resto do mundo, esquecer do restante das coisas. Pensar apenas que eu ia ser feliz ao lado dele e pronto. Não queria mais absolutamente nada. Só queria paz, muita paz, como sempre.

Bem, mas não tinha como ficar só matando a saudade. Precisava conversar com ele, precisava saber dele um pouco mais a respeito destas coisas que estavam acontecendo comigo e tudo mais e essa conversa começou na quarta-feira e “terminou” ontem, quando ele voltou aqui em casa. E depois dela muitas coisas começaram a ficar mais claras para mim. Várias coisas começaram a fazer sentido. Muitas coisas agora possuem uma explicação e tudo mais. Ou melhor, não sei se possuem realmente uma explicação, afinal alguns fenômenos são inexplicáveis, porém, dentro de um limite, de um ponto de vista, agora tenho uma explicação, mesmo que interna, para tudo que senti.

Como desconfiava… esta pessoa que surgiu está interessada no meu namorado. O meu ciúme não foi sem explicação. Não costumo ficar enciumado por ficar. Geralmente quando fico é porque existe alguma coisa extra na história. Eles conversaram a respeito disso no domingo (dia que entrei na crise) e o meu namorado me contou que ele ficou confuso por vários motivos e pensou em pedir um tempo para tentar se localizar com relação a isso tudo (motivo da minha crise ter aumentado na segunda), mas aí ele conversou com duas amigas que o orientaram a não fazer nada do gênero, afinal “trocar o certo pelo duvidoso” não é muito legal. Ele também me disse que não ia trocar nada e que conversou com essa pessoa, que disse para ele que se terminasse comigo não ia ser para ficar com ele, mas creio que essa pessoa deve ter se enchido de esperanças da mesma maneira, afinal não haveria mais impedimentos para nada.

Ainda durante as conversas fiquei sabendo que ele está bem próximo ao meu namorado, bem mais do que imaginava por vários motivos, principalmente por questões de estudos. Também fiquei sabendo que essa pessoa ficou amigo de alguns amigos do meu namorado e que alguns desses amigos até disseram que preferem ele a mim e sugeriram que o meu namorado fizesse uma troca. Absurdo, né?

Agora estou bem mais tranquilo com relação a esse assunto, mas mesmo assim ainda um pouco pensativo. Creio, de verdade, que essa pessoa não está fazendo nada de propósito, afinal não mandamos 100% nos nossos sentimentos. Muitas vezes não somos culpados por alimentar alguma coisa por uma outra pessoa que já é comprometida. É uma situação ruim, delicada, mas que deve ser mantida só para a gente. Não devemos tentar interferir em nada. Não devemos tentar mudar o fluxo das águas. Podemos até tentar tirar proveito da situação, desde que a situação tenha sido criada sem a nossa intervenção, direta ou indireta, ou seja, se acontecer de um término sem a nossa participação não tem problema dar uma investida, mas enquanto a pessoa está comprometida é algo ruim. Que fique bem claro: não estou dizendo que esta pessoa está fazendo isso. Acredito que não esteja. Acredito apenas que ela se interessou, falou e pronto. As coisas que estão acontecendo são por um somatório de fatores extras com uma pitada deste interesse.

Enfim, como já falei demais, pra variar, vou encerrar dizendo que essa situação que estou vivendo me fez perceber que tenho que dar muito mais valor ao que tenho. Talvez esteja sendo uma excelente lição de vida para mim. Nos meus relacionamentos anteriores eu sempre fiz pouco caso, sempre fui 100% confiante e acreditava que se fizessem alguma coisa contra mim eu ia devolver de maneira muito mais devastadora. Desta vez tudo que não quero é fazer isso. Tudo que mais quero é viver em paz ao lado de quem eu aprendi amar, respeitar, defender, proteger e querer sempre mais. Só quero isso. Outras coisas são mínimas quando comparamos a algo maior. Sentir ciúmes é natural, principalmente quando você ouve do seu namorado que ele foi ao cinema duas vezes com a pessoa que está afim dele, mas não é algo que possa atrapalhar de tal maneira a ponto de gerar uma crise, um término ou algo assim. Pelo menos é como eu penso. Penso que isso vai passar, que vamos comemorar muitos meses juntos, muitos anos juntos e que tudo vai ficar perfeitamente bem.

Ah sim, antes de ser acusado de alguma coisa ou que alguém fique com medo de mim queria dizer só mais uma coisa: Eu não tenho raiva desta pessoa. Não desejo mal a ela. Não quero confusão, não quero problemas. Queria, se for possível, ter até mais contato com ela, poder conversar e, quem sabe, me tornar amigo dela também e num futuro rir disso tudo que está acontecendo agora. Talvez aquele trecho da minha oração favorita

fazei que eu procure mais // consolar, que ser consolado // compreender, que ser compreendido // amar, que ser amado // Pois é dando, que se recebe // Perdoando, que se é perdoado

encaixe-se perfeitamente aqui. Não que a tal pessoa seja minha inimiga, afinal nem a conheço. Mas antes que comecem fofocas falando que eu estou fazendo isso ou aquilo, que disse isso ou aquilo, que fui o causador, o semeador da discórdia, já me coloco de braços abertos para abraçar quem quiser. De peito aberto para receber quem tiver que receber. E pelo que ouço falar essa pessoa deve ser bem legal como 99% dos taurinos são.

E é isso. Obrigado pela atenção e tenham uma boa noite!

sábado, 9 de julho de 2011

4 meses

Que quatro meses mais estranho. Acho que nunca estivemos tão distantes num dia de passagem. Ele lá no Rio de Janeiro e eu aqui em Porto Alegre. Que coisa mais ruim. Justo eu que adora datas, que acha importante ter esse momento, essa comemoração, essa lembrança e tal… tive que ficar longe dele. Fui obrigado a me deslocar para o sul do país em vez de permanecer na Cidade Maravilhosa. Tenso, não? Mas os quatro meses não passaram em brancos não. Não mesmo. De jeito algum. Comemoramos ontem.

Por saber que ele queria muito ver Kung Fu Panda 2 consegui, depois de muito tentar, comprar ingressos para o filme. Foi uma luta dura, afinal desde o feriado do mês passado que tento e não consigo. Sempre dá algum erro, não encontro horário disponível ou simplesmente não podemos ir por algum motivo qualquer, mas ontem, finalmente, isso mudou e conseguimos assistir.

O filme foi ótimo! Bem divertido, como quase todos os desenhos que vi até hoje. Uma história bem amarrada, bem feita, sensacional! Adorei mesmo. Fala sério, eu sempre gosto dos desenhos, não tem jeito. Acho que volto a ser um pouco criança quando assisto essas coisas, sei lá.

Ah sim, não posso deixar de comentar que durante o filme quase morri de frio. Sei lá o que me aconteceu, mas teve uma hora que quase tremi. Fiquei com um frio fora de série. Muito estranho. Uma sensação nada agradável. Ele tentou esquentar a minha mão, ajudou um pouco. Foi bom.

Depois rodamos pelo Barra Shopping para não perder o costume, paramos na Americanas e eu comprei uma caixa de bombom para ele de presente. Não estava planejado, mas pensei assim: “ah, uma lembrancinha para os nossos quatro meses. Não custa nada”. E aí depois de mais uma pequena volta paramos no Bob’s onde lanchamos.

Quase tive uma crise de risos por um fato muito bobo e sem sentido contado agora. Ontem o shopping estava repleto de crianças e todas resolveram me “atacar”. No cinema tinham crianças próximas a nós. Precisamos trocar de lugar. Depois na hora de lanchar mais crianças. No ônibus voltando pra casa pensei que fosse ficar livre e me deparei com mais crianças. Foi tenso! Mas na hora de comer que eu quase não me segurei.

Enfim, fui para casa. Quase congelei no caminho. Conversei ainda mais um pouco pela internet com o Mozin e ele disse que ia dormir. Eu fiquei arrumando as minhas malas para a viagem e aí do nada ele me mandou uma mensagem e conversamos mais um pouquinho por SMS. Foi bom. Fiquei mais tranquilo. Mais tenso, mas mais tranquilo. Não tentem entender.

Hoje não consegui falar com ele direito por causa do meu celular que não funcionou muito bem. Que triste! Agora estou pensando em ir dormir. Daqui a pouco tenho que acordar. Parece que tenho horário aqui e é cedo. Que inferno! Não entendo porque esse povo de hotel gosta de fazer tudo tão cedo. Queria falar com ele, mas como não deu, vou deixar só minha mensagem de “boa noite!” por aqui mesmo. Espero que amanhã consiga conversar mais com ele.

domingo, 3 de julho de 2011

Sei lá... a vida tem sempre razão

Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.

Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.

A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.

De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Melhor, bem melhor

REMENDOS

Hoje acordei bem tenso e tive que vir aqui desabafar um pouco como costumo fazer quando não estou legal. Isso me ajudo bastante e tal e agora, com o tempo passado, com as conversas que tive com o meu Mozin e pelas coisas fofas que ele me falou estou mais aliviado, estou melhor.

As vezes, admito, perco a cabeça e fico meio mal e acabo fazendo e falando algumas coisas para poder desabafar e me sentir menos pior. Depois, quando o sangue esfria, quando volto ao normal, ou quase ao normal, começo a pensar em tudo e vejo que tudo tem uma maneira de ser resolvida. E foi resolvida. Pelo menos eu acho que foi.

Meu Mozin me mandou várias mensagens bonitinhas, disse que me amava e tal e que isso tudo podia ser resolvido. Creio que sim. E vai ser resolvido. Na verdade acho que já está até resolvido, né? Fico ainda pensativo, normal, mas bem mais aliviado. Aquela sensação ruim que estava dentro de mim não existe mais. Muito bom!

Agora tudo que quero é pensar que meu namoro vai ser excelente, que meu namoro vai ser sempre lindo, que quero meu amor sempre ao meu lado e que nada e nem ninguém vai conseguir me separar dele. Essas pessoas que se dizem amigos, mas que não querem ver a felicidade dele, vão ter que respeitar nosso namoro aos poucos. Não quero que elas sejam minhas amigas se elas não quiserem, mas vão ter que respeitar. Isso é básico.

Enfim, tudo vai ficar bem. Muito bem, né Mozin? TE AMO!!!!

Meio triste

decepcao

Hoje estou meio triste por uma série de fatores. Uma série de fatores bobos, aparentemente. Fatores que não deveriam ter me abalado, mas que foram “fortes” para mim e que me deixaram meio mal, infelizmente. Não queria ser assim, mas sou e não sei como mudar. Isso é meio triste. Tudo começou com um acontecimento banal ontem a noite, mas que depois fiquei pensando, pensando e acabou me consumindo por um monte de coisas, a começar por me achar “desprotegido”.

Meu Mozin me comunicou que vai ao cinema com os amigos. Até aí tudo bem, o problema é que eu achei que ele fosse querer ir comigo e que já estava tudo resolvido para irmos juntos. Acabei sendo pego de surpresa e fiquei assim meio sem rumo, sem direção. Pensei que fosse com ele e com os amigos dele e não via problema algum com relação a isso e estava me sentindo bem por causa disso.

Quando ele veio me falar que foi resolvido uma nova situação, uma outra coisa foi meio que jogar um balde de água fria em cima de mim, principalmente pelos motivos que vieram depois, o que foi bem tenso e tal. Fiquei péssimo, na verdade, mas não gosto de demonstrar muito isso, porém hoje preferi desabafar um pouquinho para não me sentir ainda mais mal durante o resto do dia.

Sei que meu Mozin me ama e que ele não fez de propósito, que ele quer sair com os amigos dele e acho mais do que justo, só que eu me senti excluído por uma série de coisas. Pra começar por querer interagir com o povo dele e poder me demonstrar e acabar com a imagem ruim que eles tem de mim. Em segundo momento me senti desprotegido um pouco, afinal amigo meu jamais ia proibir que eu levasse meu namorado em algum lugar público. Por mais que eles não gostassem do meu namorado iam ter que aceitar a situação, iam ter que aceitar que eu estou feliz, que estou namorando e que quero estar com ele e com os meus amigos nos momentos bons da minha vida, ou seja, meu namorado iria comigo e meus amigos teriam que aceitar. Minha felicidade não é só com meu namorado ou com os meus amigos. Minha felicidade tem que ser com os dois. Com amigos e namorado. Gosto de poder compartilhar tais momentos.

Uma outra questão que me deixou assim meio pensativo demais foi a forma que foi colocada a escolha da tal data e horário. Inicialmente ele me falou que o amigo dele disse que só tinha aquele dia e aquele horário, porém logo em seguida contestei a informação comprovando que existiam outros horários e tal. Depois surgiu uma informação nova de que aquele seria o único cinema que daria poster do filme, informação esta que fui investigar e tive a seguinte resposta da distribuidora do filme: “foram confeccionados alguns posteres, porém estes não serão destinados a um cinema em específico, mas sim a diversos em todo o país para uma uma campanha promocional na pré-estreia e na estreia”, ou seja, provavelmente sábado não haverá poster algum em cinema algum. Pode até ser, mas vamos combinar que vai ser bem difícil, segundo o que eles informaram. Incrível!

Pois bem, esta noite foi horrível para dormir. Fiquei por mais de uma hora na cama rolando de uma lado para o outro e nada. Fiquei pensando na situação toda e isso foi só me consumindo, me deixando triste e tal. Sei que ele não fez de propósito. Ele não percebeu isso e sei que as minhas reclamações são bobas e tudo mais, porém foi algo meio que me pegou de surpresa, que me “decepcionou” um pouco por achar que ia sair com ele e com os amigos, que ia fazer parte deste momento e tudo mais e aí descubro que fui excluído de tudo porque o tal amigo simplesmente não vai muito com a minha cara. É um direito que ele tem, óbvio, mas que foi bem estranho… ah foi!

Enfim… é isso!

 

ps: ainda bem que segui meus instintos e há algumas semanas eu boicotei a entrada deste amigo no grupo que criei no Facebook. Como conversei com o Walace, o grupo da minha festa não é uma democracia, é uma ditadura. hehe

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dia dos namorados com atraso

Nossa, o Dia dos Namorados já passou e eu não tinha vindo aqui ainda para falar como foi e nem nada. Que coisa feia! Vou brigar comigo mesmo por causa disso. Não gostei! Fui meio faltoso com tudo e tal, mas antes tarde do que nunca. Vou deixar a enrolação de lado e falar logo como foi.

Meu Dia dos Namorados, na verdade, começou no sábado, quando o Mozin veio aqui pra casa ficar comigo. Eu estava meio alterado por um monte de coisas, a começar pela prova a UERJ e pela louca vontade de ir a ULC no CIB que ia acontecer naquele dia. Isso estava me corroendo por dentro, mas precisava sobreviver. Não tinha escapatória.

Passei no mercado para comprar coisinhas gostosas para comer e depois viemos para casa. Quando ele viu que a igreja que tem aqui perto estava aberta e que a missa ia começar ele quis ir de qualquer maneira. Confesso que não estava nada afim. Estava querendo ficar em casa, estava cansado, estava com sono e queria ficar aqui com ele o máximo de tempo que eu conseguisse. Não queria mais nada. Mas como sou muito bonzinho, acabei indo.

Enquanto caminhávamos para a igreja ele me revelou o motivo da vontade dele de ir. Foi por uma causa nobre, sendo assim, parei de reclamar, mas meu sono continuou. Na verdade meu sono só aumentou ainda mais dentro da igreja com o padre falando. Sério, o padre fala baixo, calmo, quase não dá para entender e aí fui ficando com sono, com sono, cada vez com mais sono. Estava vendo a hora que ia escorregar e cair do banco.

Depois da missa voltamos pra casa, ficamos aqui vendo uns negócios no computador, na televisão, no meu quarto, etc. Meu pai fez bife para a gente e depois fiz pão de queijo. As pizzas acabaram ficando para o dia seguinte. Meu sono, que estava reinando na igreja, foi totalmente embora por causa da ansiedade que me detonou, tanto por causa da indecisão de ir ou não fazer a prova da UERJ quanto a vontade de estar na ULC com o meu amor.

Conversa vai, conversa vem, ficamos vendo TV, vídeos, besteiróis, etc e o celular dele não parou de tocar. Ele achou que fosse a mãe dele e acabou desligando. Não estávamos querendo ser atrapalhados. Queríamos aproveitar a nossa noite, o nosso momento, o nosso tempo e tudo mais. Não era justo alguém atrapalhar alguma coisa, correto?

Chegou a hora de dormir. Foi um pouco tenso saber que tinha que dormir, mesmo sabendo que queria ficar acordado. Foi tenso saber que tinha que dormir para acordar cedo e fazer uma prova louca. Mas fazer o que né? Tinha que encarar mais essa. Faz parte da vida.

Acordei cedinho e não tive coragem de obrigá-lo a ir comigo. Não quis que ele fosse ficar me esperando a fazer a prova. Preferi que ele ficasse aqui dormindo, descansando para mim, para quando eu chegasse ele me receber todo feliz e sorridente.

Fiz a prova correndo, voltei pra casa correndo e quando cheguei aqui ele estava acordado, em cima da cama, lendo a revista dele e me esperando. Fiquei cheio de vontade de pular em cima dele, mas estava com tanto soninho que só me deu vontade de relatar como foi a prova. Ah sim, também fiquei um pouquinho decepcionado. Achei que ele estaria dormindo e que eu ia acordá-lo com vários beijos. Poxa, não deu! Quem sabe da próxima vez eu consiga, né?

Domingo passamos o dia inteiro juntos. O primeiro dia dos namorados dele comigo. O nosso primeiro dia dos namorados juntos. O primeiro de muitos dias dos namorados juntos que vamos passar. O primeiro de muitos e muitos outros que ainda virão por aí. Sempre com ele, só com ele e mais ninguém. Ele, somente ele, me basta. Ele me faz feliz. Ele me alimenta de tanta alegria, de tanta energia, de tanta luz e carinho. Ele é único e é a única coisa que preciso. Nada mais.

Enfim, o dia passou e ele precisou ir embora. Essa foi a parte triste. Vê-lo partir sempre dá aquela dorzinha por dentro, sempre dá aquela vontade de correr atrás do ônibus gritando “pare, pare, deixe o meu amor aqui”, mas como não posso fazer isso, tenho que aceitar ficar longe dele por alguns dias e saber que logo logo ele estará de volta para mim.

 

p.s. Esqueci só de falar que quem estava ligando para o MEU namorado a noite quase toda era um amigo meu que, sabe-se lá o motivo, resolveu dar em cima do MEU namorado.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Censurado

Queria poder falar um monte de coisa, mas estou sob censura prévia. Não posso falar de tudo. Preciso ficar calado sobre vários assuntos para que não haja prejuízos extras e tudo funcione direitinho.

Tenho conversado com a minha psicóloga bastante sobre isso e ela acha que eu também devo ficar quietinho com relação a algumas coisas no meu namoro. Para mim, sendo muito sincero, não vejo problema algum escrever o que sinto, mas como ela disse… “não está envolvendo só você” e só por isso que fico caladinho.

Estou calado, censurado a respeito de algumas coisas, mas não de todas. Em geral ainda posso continuar escrevendo que adoro estar com o meu Mozin e que ele me faz muito bem. Estamos cada vez mais em sintonia e já falando em coisas que não falávamos anteriormente. Isso está ótimo!

Ultimamente estamos num processo de trocas de ajuda. Ele me ajuda em coisas do curso enquanto eu o ajudo com o Desafio Sebrae. Graças a tais ajuda estamos nos vendo bem mais nos últimos dias. Estamos passando mais tempo juntos, o que é muitíssimo bom. Estar com ele, na verdade, é sempre bom.

Então… na próxima semana vamos fazer 3 meses de namoro. Já! Super rápido! O tempo está passando rapidinho e agora, eu acho, ele não tem mais se assustado com as datas. No primeiro mês, por exemplo, ele ficou assustadinho. No segundo um pouquinho só. Creio que agora ele já entendeu que não tem mais como fugir de mim e que vamos comemorar ainda por muito e muito tempo esta data.

Enfim, daqui a pouco começo a me preparar para algumas coisas. Depois resolvo essa situação de censura. hahaha

Love is...
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